Originalidade
Ainda que sejas grande, se caminhares entre mentes limitadas, teu destino encolhe. A média é confortável. É copiosa. Replica. Repassa. Gira a mesma roda, como se movimento fosse progresso. São cópias de cópias, vidas coladas em moldes alheios. E quando alguém chega “lá”, não celebram — reprogramam-se. Transformam sucesso em modinha, originalidade em tendência, e fingem estar antenados numa era que chamam de tecnológica. Mas tecnologia sem consciência é só dependência sofisticada. Somos servos do próprio fracasso quando imitamos sem refletir, quando seguimos sem criar, quando repetimos sem questionar. A vida não pode ser esse ciclo tendencioso de eco e aparência. Ela precisa ser majestosa. Estilosa. Corajosa. Olhar para dentro e encontrar o que ninguém viu. Fazer diferente. Fazer melhor. Ser ousado. Não esperar que a arte imite a vida, nem que a vida imite a arte — mas que ambas nasçam da autenticidade de quem tem identidade. Porque, no fim, ser original não é rebeldia. É responsabilida...