A arma do ignorante é a própria ignorância.
Em sentido relativo, todos nós somos ignorantes em determinados momentos da vida — isso faz parte da condição humana. No entanto, há aqueles que escolhem permanecer nesse estado, acomodados em uma visão limitada da existência, atingindo um nível quase exasperado de sua própria estagnação intelectual.
É como julgar alguém nos primeiros instantes, baseando-se apenas em aparências ou em um suposto padrão elevado. Desprezam a trajetória, as conquistas silenciosas, as lapidações que o tempo realiza e o potencial grandioso que ainda pode florescer. Muitos se tornam ignorantes não pela ausência total de conhecimento, mas por se apoiarem em uma intelectualidade superficial, que pouco dialoga com a profundidade da vida.
A arma que utilizam é justamente essa: o desconhecimento travestido de certeza. E, por meio dele, perdem oportunidades valiosas — inclusive a de reconhecer anjos disfarçados em pessoas comuns que cruzam seus caminhos na face da Terra.
No fim, resta-me apenas agradecer. Agradecer por ser julgado por aqueles que, embora se considerem plenos, ainda caminham empobrecidos de saberes.
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