Amigos, parentes, colegas… quem são?
Vivemos cercados de olhares, carregando a esperança de dias melhores.
Somos, por vezes, mais compassivos com aqueles que enfrentam situações mais difíceis do que as nossas. Estendemos a mão, oferecemos presença, ajudamos… tudo guiado por um pensamento silencioso: “e se fosse eu?”
Mas essa não é, por completo, a realidade da vida — essa espécie de “Matrix” que nos envolve.
Os olhares mudam.
Eles já não são os mesmos quando começamos a brilhar, quando experimentamos os privilégios que a fama, o dinheiro e o poder podem proporcionar. É nesse momento que surgem as invejas, os ciúmes e as palavras disfarçadas: “quem ele(a) pensa que é?”
São os revezes da vida.
É quando descobrimos quem realmente nos aplaude — não pelo que conquistamos ou aparentamos ser, mas por aquilo que nos iguala: a nossa humanidade.
E essa humanidade, infelizmente, tem estado em falta em muitos momentos e lugares. Por isso, seguimos carregando um “desconfiômetro” escondido, sempre alerta.
A curiosidade tomou conta de tudo.
Observam nossas redes sociais, analisam nossas posses, acompanham nossos passos, perguntam sobre nossa história… talvez porque ainda não encontraram a própria identidade.
No fim, fica a pergunta que ecoa:
Amigos, parentes, colegas… quem são de verdade?
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