Frequências

FREQUÊNCIA

Vivemos em várias frequências e, talvez, muitas vezes não nos perguntamos por que estamos à deriva.

Pessoas estão constantemente ao nosso redor, algumas apenas observando nossa existência, nossos passos, nossas conquistas e também nossas quedas.

As pessoas com quem convivemos podem influenciar a nossa frequência. Muitas vezes, sem perceber, absorvemos comportamentos, pensamentos, sentimentos e até limitações daqueles que estão próximos de nós.

Existem pessoas que parecem estar disfarçadas de urubus: ficam à espera do momento em que nossa alma esteja fragilizada para atacar. Essa imagem, naturalmente, não é nítida nem visível aos olhos. É algo muito mais sutil, percebido por aquilo que poderíamos chamar de radar existencial.

Algumas pessoas não querem verdadeiramente o nosso sucesso. Preferem que sejamos iguais a elas ou, em determinados casos, que estejamos ainda pior.

Algumas dizem que estão ao nosso lado para ajudar. Estendem a mão, oferecem palavras de incentivo, demonstram preocupação. Porém, no íntimo, talvez pensem:
“Graças a Deus que ele está nessa situação.”

É justamente aí que percebemos como certas relações são tênues. Nem toda mão estendida representa acolhimento. Nem toda palavra de incentivo nasce de um coração verdadeiramente disposto a celebrar nossa vitória.

Existem frequências das quais precisamos nos afastar.

Não por arrogância.
Não por desprezo.
Mas por sobrevivência emocional, espiritual e existencial.

Às vezes, precisamos procurar novos ares, conhecer novas pessoas e encontrar ambientes onde nossa existência seja recebida com respeito, solidariedade e verdade.

É surpreendente perceber como algumas pessoas carregam uma frequência muito baixa e acabam transmitindo exatamente aquilo que cultivam dentro de si.

Frequência é aquilo que emitimos.

Nossos hábitos, nossas escolhas, nossas conversas, nossas músicas, nossos pensamentos e a maneira como enxergamos a vida revelam muito sobre o ambiente em que decidimos permanecer.

Quando uma pessoa vive presa à repetição, limitada aos mesmos assuntos, aos mesmos excessos, às mesmas relações e aos mesmos comportamentos, sua frequência tende a permanecer no mesmo lugar.

E talvez o problema não esteja somente nas pessoas que nos cercam.

Talvez esteja também na nossa dificuldade de mudar de frequência.

Há momentos em que precisamos desligar determinadas conexões para encontrar uma nova sintonia.

Mudar de frequência não significa acreditar que somos melhores do que os outros.

Significa compreender que nem todo ambiente foi feito para permanecer conosco durante toda a nossa caminhada.

Há pessoas que chegam para ensinar.
Outras chegam para caminhar conosco.
Algumas permanecem por muitos anos.
E outras precisam partir.

A vida é feita de ciclos, encontros e frequências.

E talvez uma das maiores sabedorias seja aprender a reconhecer aquilo que estamos captando — e, principalmente, aquilo que estamos transmitindo.

Porque, no final, a pergunta não é apenas:

“Que frequência as pessoas estão emitindo para mim?”

A pergunta também é:

“Que frequência eu estou emitindo para as pessoas?”

Talvez seja aí que comece a verdadeira mudança.

Mude a frequência.
Mude o ambiente.
Mude os pensamentos.
Mude as companhias.
E, quando necessário, mude a direção.

Porque algumas vezes, para encontrar novos horizontes, precisamos simplesmente deixar de permanecer na mesma sintonia.

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