Resiliência — Livro O Amor
Entender a vida sob as perspectivas das pressões é compreender que os momentos louváveis muitas vezes se revelam nas formas mais disformes da existência. Em cada experiência de tormento existencial, cabe-nos sanar as amarguras viscerais nos duelos que somente a própria vida nos impõe — e que apenas por ela podemos atravessar.
Curvar-se diante dos perigos e das ameaças é, paradoxalmente, um gesto de coragem. Transcender o próprio existir é manter a esperança de continuar de pé, aconteça o que tiver de acontecer. Fraquejar nesses instantes é somar forças ao próprio duelo, nutrindo o desejo de alcançar o pódio.
As guerras internas se travam dentro do cenário do existir. A curvatura da expressão humana traduz, em cada gesto e suspiro, o anseio de vencer. São lutas íntimas, muitas vezes travadas em silêncio, mas que revelam derrotas visíveis aos olhos dos espectadores — esses que esperam, ansiosos, que joguemos a toalha.
Mesmo caídos aos pés dos oponentes, sangrando e exauridos, ainda conseguimos ouvir o próprio respirar — um cântico tímido, porém vibrante, que sussurra: estamos vivos.
A esperança que nasce nos meandros escabrosos das batalhas diárias é a prova de que cada participante desse ringue existencial é um verdadeiro lutador. Nossa essência foi moldada na resistência, e nossa força se ergue na capacidade resiliente de enfrentar o que for preciso suportar.
A cruz diária pertence a cada pessoa — um símbolo do esforço de lutar e vencer, mesmo nas pequenas coisas. Diante dos inimigos de plantão, nos tornamos mais firmes, pois em nossas veias corre o sangue da resiliência.
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